Sarcoma: quais são as formas mais comuns da doença?

Sarcoma: quais são as formas mais comuns da doença? Não se pode negar que sarcoma é um nome forte e que assusta muitas pessoas. Contudo, é preciso saber que esta forma de câncer, por mais agressiva que seja, é considerada rara, atingindo 1% da população adulta. São mais comuns na infância, sendo responsáveis por 10% do total de diagnósticos de câncer.

Sarcomas desenvolvem-se nos tecidos conjuntivos, aqueles encontrados entre a pele e os órgãos internos, como a gordura, músculos e tendões. “Existem diversas subcategorias de sarcoma, separadas de acordo com o grau de agressividade e células de origem, sendo os mais comuns os sarcomas de parte moles e ósseos.” Explica o cirurgião oncológico dr. Alberto Wainstein.

Sarcomas de parte moles

Afetam diversas áreas do corpo, por ser originarem em gorduras, como nervos do pescoço e da cabeça, tendões, tronco, vias biliares, órgãos genitais e urinários e mais comumente (cerca de 60% dos casos) aos músculos, os chamados rabdomiossarcoma. Representam 6% dos casos de câncer infantil e seus sintomas variam de caso para caso, já que possuem peculiaridades de acordo com a área em que o tumor atingiu.

Sarcomas ósseos

O osteossarcoma é a forma mais conhecida da doença e afeta os ossos de grande tamanho, como a tíbia, úmero e o fêmur. “Há ainda o sarcoma de Ewing, que além destes ossos, também pode atingir ossos menores, como a bacia, ossos da face e a coluna vertebral.” Informa o Dr. Alberto. “Esses tumores afetam mais os adolescentes, causando dor intensa e aumento do volume da área acometida pela doença.” Completa o oncologista.

Diagnóstico e Tratamento

“Check-up de rotinas não costumam detectar o sarcoma, porém, exames de imagem (ressonância magnética, ultrassonografia e tomografia) podem identificar o tumor. É importante lembrar que é necessária a realização de biopsia para o diagnóstico correto.” Explica Dr. Alberto. Após o diagnóstico, exames de raio-X e PET SCAM (tomografia por emissão de pósitrons) podem ser solicitados para avaliação da progressão da doença.

O tratamento em geral é cirúrgico e acompanhado de quimioterapia e radioterapia. Quando detectado em estágio inicial e de acordo com a localização, pode ser realizada a retirada completa do tumor. Já em casos mais avançados é necessária a amputação do membro afetado, por mais que a recomendação seja sempre de preservar o membro do paciente.

Em determinados casos, o paciente pode iniciar a quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia, visando a reduzir o tamanho do tumor e facilitar o quadro cirúrgico, e continuar posteriormente com o tratamento para reduzir a chance de reaparecimento do câncer.

Após a realização do tratamento é necessário que o paciente mantenha acompanhamento médico, realizando exames periodicamente.