O que é melanoma?

O câncer de pele é o mais comum no Brasil e no mundo. Apesar de não ser o tipo mais frequente, o melanoma é o mais agressivo deles, sendo responsável por cerca de 80% dos óbitos pela doença.

Ele é caracterizado por uma pinta ou mancha que apresenta alterações baseadas na regra do ABCDE:

A – Assimetria: ela não é redonda; um lado é maior do que o outro

B – Bordas: a borda é irregular

C – Cor: apresenta mais de duas cores na mesma pinta

D – Diâmetro: acima de 6 milímetros

E – Evolução: observar se a pinta sofre alterações

Então, caso haja uma lesão que chame a atenção do médico ou do paciente, ela deve passar pela biópsia, um procedimento que consiste na retirada de parte ou de toda a lesão para confirmar se é ou não um melanoma. Caso positivo, deve-se proceder com a ampliação da margem da lesão, dependendo da sua espessura. Se for um melanoma mais espesso, com alto risco de recorrência, há indicação de uma biópsia do linfonodo sentinela, a fim de descobrir se estamos lidando com um tumor local ou com um tumor que tem a possibilidade de disseminação.

Um melanoma diagnosticado em estágios iniciais tem mais chances de cura. Nesse caso, a cirurgia de retirada completa da lesão é um tratamento suficiente.

Porém, em estágios mais avançados, em que o câncer tenha se espalhado para outros órgãos, o indicado é a imunoterapia, que ensina o sistema imunológico a reconhecer e destruir o melanoma; ou terapias-alvo, ou seja, avaliar alguma mutação que o melanoma tenha e que o torne alvo de algumas medicações que podem atingir o melanoma e que poupam os tecidos saudáveis.

Hoje, felizmente, temos várias opções de tratamento para esta doença. Mas, é claro, o melhor é sempre não ter que passar por ela! O único fator que conhecemos para prevenir a incidência de melanoma é evitando o excesso de sol, principalmente o dano solar agudo, que deixa a pele vermelha e descascando. Quanto mais vezes isso ocorrer, maior a chance do paciente ter melanoma, principalmente quem tem pele clara. Portanto, o problema não é o sol, mas a forma como nos expomos a ele!

Além disso, há também o componente hereditário, onde quem tem ou teve parentes de primeiro grau com melanoma têm um risco maior de desenvolver a doença e precisam ser acompanhados por um médico.