Chemobrain: a névoa cerebral causada pela quimioterapia

A presença de efeitos colaterais é uma realidade para pacientes que estão em tratamento do câncer. Na quimioterapia, uma dessas reações adversas é chamada de chemobrain, ou névoa cerebral, referindo-se a alterações cognitivas nos pacientes durante ou após o tratamento do câncer. 

Além da quimioterapia, o estresse psicológico durante a doença, como ansiedade e depressão, também é considerado um fator que desencadeia o chemobrain nos pacientes.  

Quanto mais debilitante for o tratamento, maiores as chances de surgimento dos sintomas. Em geral, os pacientes que mais apresentam sintomas de névoa cerebral são os que se submetem à quimioterapia citotóxica, mas a hormonioterapia, a imunoterapia e a terapia-alvo molecular também são consideradas potenciais causadoras desse efeito colateral. 

Sintomas da névoa cerebral 

Os principais sintomas do chemobrain envolvem a capacidade cognitiva do paciente, incluindo o raciocínio, a memória e o foco: 

– Redução na velocidade de raciocínio, aprendizagem e na capacidade de resolução de problemas 

– Dificuldade de concentração 

– Lapsos de memórias recentes 

Não há uma regra para aparecimento dos sintomas – isso varia de paciente para paciente, podendo se manifestarem de formas e intensidades diferentes. Em alguns pacientes, os sinais podem ser sutis e percebidos por poucas pessoas ao redor, enquanto outras já apresentam reações mais fortes durante todo o tratamento. 

Como lidar com o chemobrain? 

Como o quadro varia de acordo com o paciente, é importante entender os fatores que estão ligados ao desenvolvimento da névoa cerebral para tomar as medidas necessárias para amenizar os sintomas. Algumas delas são: 

– Praticar atividades físicas leves, como caminhadas, podem ajudar no humor e na concentração 

– Técnicas de meditação, como o mindfulness, ajudam a melhorar a atenção e reduzir os impactos do estresse psicológico causado pela ansiedade e pela depressão 

– Palavras-cruzadas, jogo da memória, sudoku, leitura e outras atividades intelectuais estimulam o raciocínio, a concentração e a memória. 

Se não for administrada da maneira correta, a névoa cerebral pode interferir consideravelmente na vida do paciente através do esquecimento de compromissos, perda de objetos, entre outros. Por isso, é fundamental se organizar, anotar todos os eventos em uma agenda e manter uma rotina constante de descanso e sono.