Os sarcomas são tumores raros que afetam os ossos e os tecidos conjuntivos – as chamadas “partes moles” do nosso corpo – como tendões, músculos, cartilagens e tecido adiposo (rico em gorduras).
Há vários tipos de sarcomas, que podem se manifestar em diferentes regiões do corpo, e o nome depende do tecido no qual o tumor se originou. Por exemplo, o lipossarcoma é o que tem origem no tecido gorduroso; o que se origina nos músculos estriados (que, inseridos sobre os ossos e as cartilagens, se movimentam sob nosso comando) é chamado rabdomiossarcoma (tumor de origem embrionária, mais comum em crianças).
“Existem diversas subcategorias de sarcoma, separadas de acordo com o grau de agressividade e células de origem, sendo os mais comuns os sarcomas de partes moles e ósseos” explica o Dr. Alberto Wainstein.
Sarcomas ósseos
O osteossarcoma é o tumor maligno ósseo mais frequente entre crianças e adolescentes. Geralmente surge a partir dos 10 anos de idade e costuma atingir os ossos mais longos do corpo (como o fêmur e a tíbia), na perna, e por isso pode provocar alteração na marcha.
Há ainda o sarcoma de Ewing, segundo tipo mais comum de tumor ósseo, que costuma se desenvolver em adolescentes (principalmente do sexo masculino) e afeta mais frequentemente os ossos da pelve, do tórax, dos braços e das pernas.
Sarcomas de partes moles
Com origem nas células mesenquimais primitivas (células-tronco que podem ser usadas para reposição ou nova formação de tecido conjuntivo), os sarcomas de partes moles afetam diversas áreas do corpo por ser originarem em músculos, nervos, tecidos fibrosos, tecido adiposo, tendões, vasos sanguíneos e outros (como tecidos cutâneos profundos e vasos sanguíneos).
Há mais de 50 tipos de sarcomas de partes moles e a maioria se desenvolve nos braços e pernas.
Fatores de risco para o surgimento do sarcoma
O sarcoma é um câncer multifatorial, ou seja, sem uma causa única, e os fatores relacionados ao seu desenvolvimento podem variar de pessoa para pessoa. Entretanto, sabe-se que a predisposição genética e a exposição excessiva à radiação ionizante estão associadas em muitos casos.
Sintomas mais comuns
Dependendo da região afetada pode causar dor e aumento do volume do local (com a presença de um nódulo ou massa palpável).
Outros sintomas também podem estar envolvidos – dependendo do tipo de sarcoma – como dor abdominal, limitação dos movimentos e sangramento na urina ou nas fezes.
Diagnóstico e tratamento
Os sarcomas podem ser detectados em exames de imagem, como ressonância magnética, ultrassonografia e tomografia, e confirmados por meio de biópsia.
Geralmente o tratamento é cirúrgico, acompanhado de quimioterapia e radioterapia. Quando o sarcoma é detectado em estágio inicial, de acordo com sua localização, pode ser realizada a retirada completa do tumor.