Câncer de pele: sintomas, prevenção e tratamento
Agraciado com um clima tropical, no Brasil o calor e o sol estão presentes em todas as estações. Entretanto, devido à alta incidência de raios solares que nosso país recebe durante todo o ano, a falta de proteção cutânea acaba desencadeando diversos problemas – como o câncer de pele, o tipo mais frequente entre os brasileiros.
Correspondendo a cerca de 30% dos tumores malignos diagnosticados em nossa população e com uma estimativa de mais de 220 mil novos casos anuais (segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA), o câncer de pele tem altas chances de cura se detectado no início.
Tipos de câncer de pele
Há três tipos diferentes da doença: os carcinomas basocelulares (CBC) e os espinocelulares (CEC), que são os mais comuns, mas de baixa letalidade – principalmente se detectados precocemente – e o melanoma, o tipo mais grave e letal (devido à alta capacidade de se disseminar para outros órgãos), porém mais raro.
Como reconhecer os sinais do câncer de pele
O câncer de pele pode ser parecido com pintas, sinais e outras lesões benignas. Por isso, é importante conhecer bem o maior órgão do seu corpo – a pele – principalmente as áreas que já têm pintas. Aliás, você sabia que pessoas com mais de 50 pintas pelo corpo têm mais chance de desenvolver câncer de pele melanoma?
Faça o autoexame regularmente e fique de olho nos seguintes sinais:
- Pintas escuras que se transformam com o passar do tempo, mudando de cor, tamanho e textura, com bordas irregulares.
- Feridas que não curam em até 4 semanas, apresentando coceira ou sangramento.
Ainda, para ajudá-lo na identificação de sintomas suspeitos há uma regra indicada pelos dermatologistas, a “Regra do ABCDE”, através da qual você deve verificar se a pinta/lesão/sinal possui:
A = assimetria
B = bordas irregulares
C = mais de uma cor
D = diâmetro maior que 6 mm
E = evolução (se cresce e muda de cor com o tempo)
Quem possui maior risco?
- Pessoas com pele e olhos claros, cabelos loiros ou ruivos;
- Pessoas que se expõem constantemente ao sol sem proteção;
- Albinos;
- Pessoas com casos da doença na família.
Como prevenir
- Evite se expor ao sol nos horários de pico (entre 10h e 16h);
- Não saia de casa sem protetor solar, com FPS de no mínimo 30 (o uso do protetor deve ser diário e não somente no verão ou quando for à praia);
- Reaplique o protetor solar a cada 2 horas (ou após suar muito ou mergulhar no mar/piscina);
- Reforce a proteção com acessórios como chapéus de abas largas, bonés, viseiras, óculos escuros e roupas com proteção UV;
- Não esqueça de passar protetor solar também no couro cabeludo (se é calvo), nas orelhas e um específico para os lábios;
- Consulte regularmente o dermatologista, a fim de fazer um exame completo na pele.
Tratamento
O tratamento é indicado pelo médico, levando em consideração as características e o tipo da doença.
A cirurgia excisional é o procedimento mais indicado, no qual o tumor é removido com um bisturi e também uma borda adicional de pele, como margem de segurança. Em alguns casos outros tratamentos podem ser indicados, tais como:
- Curetagem e eletrodissecção: promovem a raspagem da lesão, enquanto um bisturi elétrico destrói as células cancerígenas.
- Criocirurgia: destrói o tumor por meio do congelamento com nitrogênio líquido.
- Cirurgia a laser: remove as células malignas com o laser de dióxido de carbono ou erbium YAG laser.
- Cirurgia micrográfica de Mohs: segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) “pode ser considerada a técnica mais refinada, precisa e efetiva para o tratamento dos tipos mais frequentes de câncer da pele, pois por meio dela é possível identificar e remover todo o tumor, preservando a pele sã em torno da lesão.”
Além disso há outras opções de tratamento – como radioterapia, quimioterapia e imunoterapia.
Fique sempre de olho em sua pele e, diante de alterações suspeitas, consulte um dermatologista.
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