Quais vacinas o paciente oncológico pode ou não tomar?

Por terem um sistema imunológico debilitado, os pacientes com câncer têm algumas restrições quando o assunto é vacina. O direcionamento para a imunização varia de acordo com o tipo da vacina:

Vacinas que devem ser evitadas

São as vacinas atenuadas, como a do sarampo, rubéola, varicela, febre amarela, herpes zoster, poliomielite, rotavírus e BCG. Elas oferecem risco de desenvolvimento da doença, o que não é uma boa ideia para um paciente cujo sistema imunológico esteja comprometido por causa do câncer.

Vacinas que podem ser tomadas

Já as vacinas feitas de micro-organismos mortos, toxinas de micro-organismos ou proteínas, como as de hepatite A, hepatite B, HPV, alguns subtipos de influenza e pneumonia, podem ser tomadas desde que o paciente não esteja fazendo quimioterapia. Neste caso, os pacientes estão com a imunidade muito baixa, vulneráveis a infecções fatais por micro-organismos que vivem no nosso próprio corpo. Por isso, nestes pacientes não devemos aplicar nenhum tipo de vacina. O ideal é investir na máxima proteção contra as doenças.

E a vacina da Covid-19?

Os pacientes oncológicos são considerados grupo de risco para a Covid-19, mas não foram incluídos nos estudos clínicos das vacinas. No entanto, segundo diretrizes da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), existem evidências o suficiente de outras vacinas que comprovam que o malefício de não vacinar é significativamente maior. O risco de mortalidade para pacientes com câncer, se contaminados pelo coronavírus, é de cerca de 26%, muito acima do que na população em geral (em torno de 2 a 3%).

Por isso, o paciente que está em tratamento do câncer pode tomar a vacina da Covid-19, mas esta deve ser, necessariamente, a Coronavac, porque ela é feita a partir do vírus inativado. A vacina da Oxford/Astrazeneca é elaborada a partir do vírus vivo atenuado que, apesar de informar que o vírus não se replica em humanos, não possuímos evidências científicas do uso em pacientes oncológicos e em tratamento imunossupressor.

Lembre-se de que cada caso é um caso, e tudo sempre deve ser discutido com o seu médico.