Terapia-alvo: importante avanço no tratamento contra o câncer

Terapia-alvo: importante avanço no tratamento contra o câncer. Considerado pela comunidade médica como um dos grandes avanços da Oncologia nos últimos tempos, o tratamento denominado terapia-alvo é, hoje em dia, uma alternativa bastante utilizada por oncologistas no mundo inteiro.

Para entender como funciona este recurso terapêutico, é preciso antes explicar o que é exatamente o câncer. “De maneira resumida, pode-se dizer que, quando moléculas alteram o funcionamento celular de maneira desordenada e acelerada, a célula atingida deixa de ser saudável. A proliferação dessas células invade tecidos e outros órgãos, formando tumores. Eis, portanto, a formação do câncer”, explica o cirurgião oncológico dr. Alberto Wainstein.

Como o nome sugere, a terapia-alvo atua exatamente nessas moléculas específicas que bagunçam o funcionamento das células. Mas antes de considerar este recurso terapêutico, o oncologista deverá saber, por meio de biópsias e exames moleculares ,  se a célula cancerígena tem ou não o alvo (molécula, gene ou proteína) que será atacado pela medicação.

Na terapia-alvo, administrada via oral (comprimidos ou cápsulas) ou intravenosa, operam substâncias desenvolvidas para identificar características específicas das células cancerígenas e atacá-las, bloqueando assim a expansão e o alastramento do câncer.  “Este tratamento se destaca dos demais por ser menos danoso às células saudáveis. Entretanto, sua indicação depende das características do tumor e das condições clínicas do paciente. É comum que oncologistas optem por combinar a terapia-alvo com outros tratamentos, como a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia “, esclarece o dr. Wainstein.

Normalmente, em casos como no câncer da pele (melanoma) e outros tipos da doença, a terapia-alvo é utilizada para combater a disseminação das células cancerígenas e evitar a chamada metástase. Entretanto, há registros em que esta abordagem ajudou a curar pacientes portadores de três tipos de câncer: leucemia, linfoma, e câncer de mama (nesse caso, como tratamento complementar ao procedimento cirúrgico).

Apesar de poupar as células saudáveis, o tratamento tem efeitos colaterais, como alterações cutâneas, fadiga, hipertensão arterial, alterações na coagulação e cicatrização. Portanto, é preciso que o oncologista conheça a indicação, a dosagem, a posologia e os cuidados administração dos medicamentos escolhidos, além de apto a detectar precocemente as possíveis consequências.