Descrição: O Câncer de Ovário é o segundo mais frequente e a primeira causa de morte entre os cânceres ginecológicos nos Estados Unidos(1), no Brasil estima-se 6.150 novos casos em 2016 e 3.283 mortes (2). O tratamento padrão ouro do Câncer de ovário epitelial baseia-se na cirurgia citorredutora ótima (ausência de tumor residual macroscópico) seguida de quimioterapia adjuvante sistêmica. A cirurgia citorredutora, associada à quimioterapia intraperitoneal, é vista como uma alternativa inovadora de tratamento em tumores com carcinomatose peritoneal. Nos últimos 10 anos, estudos randomizados, múltiplas meta-análises e dados de ?real-world? vêm demostrando grandes benefícios do uso da quimioterapia intraperitoneal (QTI) em comparação ao preconizado nos dias de hoje. Existem duas modalidades da quimioterapia intraperitoneal: a quimioterapia hipertérmica intra-operatória (HIPERC) e a quimioterapia intraperitoneal pós-operatória precoce (EPIC). O objetivo dessa pesquisa é avaliar se a reposta terapêutica e os desfechos oncológicos da QTI obtidos pelos pesquisadores justifica seu uso na prática clínica ao compará-la com a quimioterapia sistêmica. Trata-se de um estudo retrospectivo observacional a partir da análise de dados de prontuários dos pacientes que foram submetidas aos tratamentos convencionais e à QTI após citorredução, assistidos pelos pesquisadores, no período de janeiro de 2000 a julho de 2016…